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Quinta-feira, Julho 07, 2005 Dando cria Eis que nasceu mais um filho! Leiam quando puderem! postado por: FERNANDA CASTELLO BRANCO 9:58 PM Sábado, Julho 02, 2005 O lanche sumiu (ou A difícil arte de andar sozinha) Hoje em dia, dizer que se basta é visto como ato de evolução. Olhem só aquela pessoa sozinha, como ela adora a companhia dela mesma! Eu gosto de sair sozinha muito de vez em quando. Hoje saí. Acabei não ligando para ninguém e fui ao cinema. Depois fui comer. E foi aí que eu notei que nem sempre a nossa companhia basta. Pedi um sanduíche no balcão mesmo. A fila por uma mesa demoraria de 30 a 40 minutos, me alertou um dos garçons. Balcão, sanduíche, lá fui eu comigo mesma. Comi dois pedaços da baguete dividida em três. Olhei para o sanduíche e disse - para mim mesma - que levaria aquele terceiro pedaço para casa. Deixei a bolsa no banco, para demarcar território naquele lugar lotado, e caminhei dois passos, sempre de olho na bolsa, para pegar "um quadradinho" de brownie. Enquanto esperava por ele, vi a garçonete levando o terceiro pedaço do sanduíche. Êpa, esse é meu. Fui lá e cheguei a tempo de dizer que eu ainda estava ali, representada pela bolsa, e que queria que ela embalasse o terceiro pedaço. Ela sorriu e disse que "tudo bem". Voltei para esperar o brownie. Sim, também tinha fila. E essa história acaba - ou começa - quando eu voltei para o balcão, pedi o sanduíche para viagem e a garçonete me olhou, com cara de coitada. "A moça do lanche", disse ela para outro atendente. Este veio até mim, com cara de coitado também, e disse que não sabia que eu ainda estava ali e tinha jogado o lanche fora. "Mas eu avisei ela", falei apontando para a que tinha dito que "tudo bem". Resumo: chamei o gerente e disse que só pagaria R$ 8 dos R$ 12. "Só comi dois pedaços. O terceiro me impediram de comer, mesmo eu tendo avisado que o queria". O gerente mandou fazer um outro sanduíche igual ao que eu tinha comido (ou quase). Saí de lá disposta a entregar a embalagem ainda quente ao primeiro morador de rua que eu visse. Parece mentira, mas desta vez, só desta vez no caminho de volta para casa, eu não vi nenhum. postado por: FERNANDA CASTELLO BRANCO 11:03 PM Ironia Ele saiu de casa para fazer um filme. E eu só queria uma companhia para ir ao cinema. postado por: FERNANDA CASTELLO BRANCO 4:00 PM Terça-feira, Junho 28, 2005 Cheiro de cachimbo Hoje quando eu voltei para casa, estava no ar um cheiro de cachimbo. Do fumo do cachimbo do meu pai. Abri a porta do apartamento vazio, acendi a luz e, antes mesmo que eu atravessasse o corredor, já senti o cheiro forte no ar. Eu estava voltando do aeroporto, onde fui dar mais um "tchau" a meu pai, depois de ele ter passado três dias comigo. Hoje, em que vivo longe, o cheiro do cachimbo dele, uma coisa tão comum ao olfato de toda a família, me faz chorar. Assim como eu chorei ao dar as costas para ele, no aeroporto. Ele ainda tinha meia hora antes do embarque, mas eu precisava ir embora: hora marcada no médico. Ganhei um abraço carinhoso, apertado, mandei lembranças para "as mulheres da nossa vida", mas não chorei. Desejei boa viagem, dei outro abraço, e não chorei. Mas bastou dar as costas, virar para ir embora, para que as lágrimas chegassem rapidinho. Saí daquele abraço protetor, acolhedor, aconchegante, de pai, para cair no meio da cidade, com todo o seu caos de 6 da tarde (hora em que tudo pára em São Paulo), suas buzinas, seus carros apressados, suas veias pulsando. Chorei como menina e mil coisas passaram pela minha cabeça: "Será que meu pai já se acostumou com nossas despedidas anuais?" Vivo feliz aqui, apesar da saudade, mas ainda não me acostumei. Cada despedida é uma dor aguda, que até já passa rápido, mas que insiste em voltar sempre que chega a hora de me entregar novamente aos braços da cidade que eu escolhi. postado por: FERNANDA CASTELLO BRANCO 9:46 PM Acompanhando Amanda de longe... * Relatório feito na escolinha. Quando leio, eu choro, eu rio, eu fico tão feliz! Relatório de Acompanhamento do 1º Semestre Aluna: Amanda França Aspecto Comportamental: Readaptou-se de forma tranquila à Escola. É muito comunicativa e demonstra várias atitudes de liderança. É muito prestativa e carinhosa com todos da salinha. Consegue seguir a rotina da sala, sem que seja chamada a sua atenção; seu nível de integração com as crianças é grande, reforçando atitudes de compartilhamento de brinquedos ou quaisquer objetos que leve para a sala; no momento em que deseja brinquedos ou objetos de outra criança, sabe "pedir", utilizando inclusive as palavrinhas mágicas. Outra característica que chama atenção no comportamento de Amanda é a vaidade. Adora trazer esmaltes e maquiagem, brinca com as outras meninas, compartilhando seus acessórios. Linguagem e Pensamento: Expressa-se de forma compreensível e clara, fazendo bom uso das palavras. Às vezes utiliza palavras como "gastado" (gasto), "lanchido" (lanchado) em seu vocabulário, mas é orientada pela professora no sentido de falar as palavras corretas, evitando assim vícios de linguagem. Identifica a 1ª letra do seu nome e começa a reproduzi-la e associá-la a outras palavras. Raciocínio Lógico-Matemático: Tem obtido sucesso na escrita dos numerais 1 e 3. Quanto ao numeral 2, encontra-se em desenvolvimento. Identifica as formas geométricas (círculo e quadrado) diferenciando-as quanto ao tamanho. Possui noções básicas de leve/pesado, alto/baixo, curto/comprido. Ainda demonstra dificuldade nos conceitos fino/grosso, o que é aceitável em sua faixa etária. Projetos: Ciranda do Livro: No momento do conto, ela consegue envolver-se, reformulando a história e recontando de acordo com sua criatividade e suas expressões faciais vão dando vida a cada fato contado. Lanche Saudável: Tem demonstrado resistência em degustar as frutas e seus derivados. Neste momento trabalhamos o estímulo da criança, ressaltando que as frutas são importantes para o crescimento saudável. Música: Este projeto foi melhor enriquecido com a confecção de instrumentos com sucata para acompanhamento das músicas apreciadas pelos alunos. Amanda participou com entusiasmo destas atividades, inclusive criando coreografias para acompanhar as músicas. Animais: Este projeto foi no qual obtivemos melhor participação de Amanda. Sempre tem algum comentário a fazer sobre o assunto. Adora o contato com animais. Identifica as características das espécies estudadas neste semestre (mamíferos e peixes). Excursões: Demonstra alegria quando participa destas atividades. Adorou a excursão à Casa do Maranhão e ao sítio. Dicas para as férias: desenvolver trabalhos que ajudem a coordenação com tesoura. postado por: FERNANDA CASTELLO BRANCO 12:15 PM Segunda-feira, Junho 27, 2005 Balzac tinha razão Nandinha fez trinta anos De uma vida bem vivida E cheia de emoções. Decerto está mais bonita, mais segura, mais serena, vivendo sua própria vida, realizando seus sonhos, construindo o que ela quer. Nandinha fez trinta anos. Eu, sua mãe, ainda sinto suas mãozinhas indecisas Procurando o meu amparo, Querendo se proteger; E ouço, ainda, seu riso Enchendo a casa de festa; E ainda ouço seu choro Quando algo ia mal. Mas Nanda fez trinta anos, Já deixou de ser criança, Embora guarde consigo Um mundo de esperanças Que toda criança tem E a garra de ir à luta E a fibra de conquistar E o destemor ante a vida E a sede de viver E a alegria sem igual. Nandinha fez trinta anos, E eu, sua mãe, reconheço: Decerto esta mais bonita, Mais adulta, mais serena, mais feliz e mais mulher. Balzac tinha razão! Tenho uma mãe linda e poeta. Ela me mandou essa poesia hoje de manhã e eu chorei como criança no meio do trabalho! postado por: FERNANDA CASTELLO BRANCO 3:24 PM Sábado, Junho 25, 2005 9 Canções (ou eu preciso dizer alguma coisa) Fui sozinha à sessão das 18h de 9 Canções. Estava triste, tinha brigado com Tom e queria espairecer. Sabia que ia gostar do filme: um casal se conhece em um show e, ao longo de um ano, o que se vê na tela é o tal casal em vários outros shows - e, depois de cada um deles, se amando. Amor, paixão, sexo, música. Quem precisa de mais? :) Na verdade, achei que o filme poderia ser monótono, por repetir a fórmula "música e sexo" ao longo dos seus 69 minutos. Engano meu. A história existe, vai se mostrando aos poucos, depois de cada música e de cada cena, e é linda. Tocante e linda. Diante da tela, eu chorei descontroladamente. Tenho a leve impressão de que eu fui a única, pelo menos naquela sessão das 18h. Enfim, tudo muito simples. E geralmente são coisas assim que me emocionam mais. Vejam! Porque a vida é cheia de som e fúria.
postado por: FERNANDA CASTELLO BRANCO 6:43 PM Terça-feira, Junho 21, 2005 Balzaquiana e incrivelmente feliz! Ontem eu fiz 30 anos. A palavra "trinta" pode até pesar, mas minha felicidade é leve e solta. É isso. Agora posso falar que sou uma balzaquiana e estou incrivelmente feliz. Estou feliz comigo e da minha vida cobro apenas algumas coisas... Elas virão, eu sinto. Sou estressada com o meu trabalho, mas me sustento com ele. Lei da compensação... Fiz 30 anos, vivo ao lado do homem que eu amo, amo minha família acima de tudo. 30 anos bem vividos são motivo de felicidade. Até porque rugas eu tenho desde os 20 e poucos anos. A vaidade não me doma e eu quero é mais 30. Amigos queridos que compartilharam comigo os momentos de alegria na celebração de ontem, eu amo vocês. Amigos que estavam longe, que me ligaram, que me mandaram flores, que me mandaram mensagens, idem, idem. Amores que estão no céu, a saudade e o amor são trinta vezes maiores agora. Pai, mãe, Tati, Bica, Amanda, Vera, vocês estavam todos aqui, porque é impossível andar sem vocês. É isso, fiz 30. E estou incrivelmente feliz. postado por: FERNANDA CASTELLO BRANCO 5:55 PM Segunda-feira, Junho 13, 2005 Not guilty Inocentaram Michael Jackson hoje. De todas as acusações que pesavam sobre ele. Não sei bem se eu o achava inocente ou culpado, mas isso, no frigir dos ovos, não faz nenhuma diferença. O que vale é que o Jacko é "not guilty". E eu fiquei levemente impressionada com a cara dele ao deixar o tribunal... Mais uma vez, a reação do homem foi inesperada, fria, antagônica. Ele parecia um boneco de cera, sem expressão. Nem parecia que tinha acabado de tirar dos ombros um peso do cão. O Michael não é culpado. Mas também não tem sangue, veia ou coração. Virou uma coisa pop, um troço, algo assim um tanto quanto bizarro... postado por: FERNANDA CASTELLO BRANCO 9:58 PM Quinta-feira, Junho 09, 2005 Sentimental eu sou...
Hoje eu chorei na academia, em plena esteira... Sabem por quê? Querem saber, pelo menos?? Porque na TV diante de mim estava passando um programa com imagens sobre a conquista do tricampeonato de futebol pela Seleção Brasileira!!! Não, eu não chorei por comparar aquela seleção com a que jogou ontem - e perdeu de 3 a 1 para a Argentina nas eliminatórias da Copa de 2006. Chorei porque tudo aquilo é lindo, é de uma garra tão grande, porque as cenas são marcantes, porque, mesmo tendo sido 5 anos antes de eu nascer, parece que eu estava lá! Pois é, eu chorei na academia por causa da seleção de 1970. Foi lindo, um momento em que me senti ainda mais sensível, brasileira, "canarinha". Depois, enxuguei as lágrimas, continuei a caminhar sem sair do lugar e pensei no quanto a camiseta amarela e justinha dos anos setenta era mais legal que a de agora. heheehehhehe. No final, eu sempre acabo rindo. postado por: FERNANDA CASTELLO BRANCO 11:01 PM Terça-feira, Junho 07, 2005 Eu quero ter um milhão de amigos Estava até agorinha no orkut. Achei cada coisa, como sempre!! Bisbilhotei scrapbooks, adicionei amigos, escrevi mais uma vez o quanto amo minha irmã... Orkutiando aqui e lá, o fato é que cheguei à conclusão que não tenho (quase) nada contra o brinquedo. Quase, porque detesto ler alguns recados na página de Tom, heheehhehe. Mas o fato é que o orkut rendeu "encontros" inesperados, com figuras vindas do passado (tudo bem, o google é tudo para mim também, já que foi ele que me fez encontrar Ricardo, perdido no mundo há mais de uma década). O fato é que o orkut é um reality show virtual, no sentido que, mentiras e falsidades à parte, nele as pessoas "se mostram". Nas fotos, sempre no melhor ângulo, claro. Mas nos textos... xi, é onde o povo mostra mesmo a "cara". Enfim, minha intenção é, entre uma entrada e outra no orkut, entre uma olhada e outra na "vida alheia", também passar por aqui e postar com mais freqüência. postado por: FERNANDA CASTELLO BRANCO 10:27 PM Sexta-feira, Maio 13, 2005 Malhando a cabeça Nunca, em meus quase 30 anos de vida, gostei de ambiente de academia. Mas agora freqüento isso. Ok, beleza, não virei uma "rata" da malhação, mas as pessoas mudam e agora eu gosto de malhar. Até as palavras ligadas a esse novíssimo mundo ainda soam estranhas para mim. Mas cá estou... nesse momento, literalmente, na academia. Sim, ela é high-tech e tem um espaço cyber. A esse mundo eu pertenço que é uma beleza, ganho meu dinheiro dele, aliás, e hoje, pela primeira vez, me dei conta que, enquanto espero o trânsito aliviar para voltar para casa, eu posso tentar escrever mais aqui no blog. Malhar a cabeça, eu diria... Vou tentar aproveitar e tentar me lembrar de tudo o que eu venho querendo escrever há tempos e ir colocando aqui. postado por: FERNANDA CASTELLO BRANCO 7:26 PM Quinta-feira, Maio 12, 2005 São Paulo: uma mulher (ou homem) irresistível 7h30 da manhã, quinta-feira, cruzamento das avenidas Faria Lima e Juscelino Kubitschek, São Paulo. Eu estou no ônibus, indo para o trabalho e o trânsito está quase parado. Quase. Ele anda, é verdade, mas muitoooooo devagar. Eu dou uma bufada rápida. Meu saco, antes das 8h, já está começando a encher. Do meu lado, outras pessoas bufam. Nos carros, parados ao lado do ônibus, engravatados bufam, executivas bufam, crianças - doces crianças - fecham a cara. Parada e impotente - não, eu não vou descer para ir a pé! - eu começo a pensar. Viu como é bom ficar presa no trânsito? Quem disse que na correria do dia-a-dia eu penso?? Chego à conclusão que São Paulo é como uma mulher (ou homem) irresistível. Daqueles que dão trabalham, têm acessos de ciúme, dão piti, fazem a "cara-metade" pagar o maior mico sempre que podem mas... que não têm vocação para ser abandonados. Todo mundo bufa, mas ninguém sai de São Paulo. A cidade infla, incha, lota, mas, sedutora e volúvel, continua recebendo todo mundo de braços abertos... E todo mundo vem para São Paulo. A cidade sorri faceira e diz baixinho: "Paguem o preço!" São Paulo é uma mulher (ou homem) de ar bem sedutor. Seduz e encanta, amedontra e irrita. É tão fascinante que tem gente que já chegou "no limite" há mais de vinte anos. "Cansei, estou no limite, não dá mais, essa cidade já deu pra mim." Isso se fala, se fala, a frase ecoa no meio da fumaça, percorre as marginais, dá um vôo rasante pelo Ibirapuera... mas nem a frase nem o dono dela saem de São Paulo. postado por: FERNANDA CASTELLO BRANCO 4:20 PM Quarta-feira, Maio 11, 2005 Ressuscita-me! Nunca mais escrevi nada... O pior é quando eu penso, as palavras vêm todas na cabeça e eu, não sei por que, acabo não escrevendo nada. Sigo postando fotos como uma louca, apostando (em) e postando imagens. Mas a escrita é uma paixão, mesmo que seja praticada de forma autista... Hoje eu escrevi em um blog que eu nem lembrava que existia. Melhor que nada. postado por: FERNANDA CASTELLO BRANCO 4:54 PM Sexta-feira, Abril 08, 2005 Deus e o Diabo Tenho medo de ficar triste, sozinho como o gado berrando para o sol. Corisco, em Deus e o Diabo na Terra do Sol postado por: FERNANDA CASTELLO BRANCO 11:25 AM |
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